2007/10/19

Fobia

Fobia (do Grego φόβος "medo"), em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objetos, animais ou lugares.

Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares.

São três, os tipos de fobias:

  1. Agorofobia - Medo de estar em lugares públicos concorridos, onde o indivíduo não possa retirar-se de uma forma fácil ou despercebida.
  2. Fobia Social - Medo perante situações em que a pessoa possa estar exposta a observação dos outros, ser vítima de comentários ou passar perante uma situação de humilhação em público.
  3. Fobia Simples - Medo circunscrito diante objectos ou situações concretas.

O DSM IV divide as fobias simples em 5 tipos:

  • Animais (aranhas, cobras, etc.)
  • Aspectos do ambiente natural (trovoadas, terramotos, etc.)
  • Sangue injecções ou feridas
  • Situações (alturas, andar de avião, andar de elevador, etc.)
  • Outros tipos (medo de vomitar, contrair uma doença, etc.)

Tratamento

Poderá ser farmacológico e/ou cognitivo-comportamental ou farmacológico e/ou psicodinâmico.

  • Comportamental - A exposição controlada e progressiva ao objecto fóbico. Neste caso através de técnicas de relaxamento e controle da ansiedade procura-se dessensibilizar o indivíduo.
  • Cognitivo - Ajuda-se a reestruturar os pensamentos anómalos. Este objectivo é conseguido também através da aquisição de informação sobre o objecto ou a situação fóbica.
  • Psicodinâmico - Busca o entendimento e elaboração do(s) significados simbólicos da doença e dos sintomas desenvolvidos, bem como, a elucidação dos ganhos secundários desses..
Escrito por Leon25br - DA em 19:07:37 | Link permanente | Comments (31) |

Tolerância

A tolerância, do latim tolerare (sustentar, suportar), é um termo que define o grau de aceitação diante de um elemento contrário a uma regra moral, cultural, civil ou física.

Do ponto de vista da sociedade, a tolerância define a capacidade de uma pessoa ou grupo social de aceitar, noutra pessoa ou grupo social, uma atitude diferente das que são a norma no seu próprio grupo. Numa concepção moderna é também a atitude pessoal e comunitária face a valores diferentes daqueles adotados pelo grupo de pertença original.

O conceito de tolerância se aplica em diversos domínios:

  • Tolerância social: atitude de uma pessoa ou de um grupo social diante daquilo que é diferente de seus valores morais ou de suas normas.
  • Tolerância civil: discrepância entre a legislação e sua aplicação e impunidade.
  • Tolerância segundo Locke : «parar de combater o que não se pode mudar».
  • Tolerância religiosa: atitude respeitosa e convivial diante das confissões de fé diferentes da sua.
  • Tolerância técnica: margem de erro aceitável (ver Tolerância (engenharia)), ou capacidade de resistência a uma força externa.
  • Tolerância: em gestão de riscos constitui o nível de risco aceitável normalmente definido por critérios pré-estabelecidos.
Escrito por Leon25br - DA em 19:05:05 | Link permanente | Comments (0) |

2007/10/17

Depoimento de um Blog...

Quando penso que terminou, O Preconceito ataca de novo!

Olá a todos!
Ultimamente tenho andado com falta de... não sei bem, talvez falta de tempo, ou mesmo de inspiração. A verdade é que não tenho tido assunto, simplesmente não me ocorria nada até este preciso momento. Quem já me conhece um pouco sabe que um dos temas que mais me afecta é o preconceito. Volta e meia vejo-me a tocar neste assunto, e quando me apercebo que também sou vítima deste problema, fico aflita... mas não tão aflita quando vejo que também sou uma causadora, quando olho para mim e admito: Sou preconceituosa.
Sou preconceituosa quando passo por alguém na rua com uma aparência duvidosa, sou preconceituosa quando afasto-me de um conhecido só porque tenho dificuldade em perceber o que diz, pois o pobre coitado tem um problema de fala. Sou preconceituosa neste exacto momento, por o ter chamado "pobre coitado".
E, quando penso que me livrei do preconceito, alguém aponta-me um dedo e diz: "Não tem vergonha de andar com essas orelhas todas furadas?!" Coisas pequenas que me revoltam e deixam indignada. Coisas que não nos apercebemos no nosso dia-a-dia, por já estarmos habituados; habituados à ignorância, ao medo do desconhecido... do diferente.
Existem tantos tipos de preconceito. Claro que existirá sempre uma brincadeira ou outra, mas quando a brincadeira magoa de alguma forma alguém, o melhor é parar.
Estava por aí na net e fui ter a uma página sobre preconceitos, por isso deixo-vos aqui os diferentes tipos de preconceito.

«Preconceito racial:
Esse todo o mundo conhece... brancos contra pardos contra negros contra amarelos contra vermelhos contra... é um monte de cores contra um monte de cores.
E o pior que não tem quem nunca tenha dito, mesmo que só por "brincadeira", alguma coisa contra a cor ou "raça" de uma outra pessoa.

Preconceito quanto à classe social:
É muito raro encontrar alguém que nunca tenha visto Caco Antibes (personagem de Miguel Falabella no programa Sai de Baixo, exibido pela Rede Globo de Televisão) dizendo algo parecido com "eu tenho horror a pobre" ou "...coisa de pobre". Como também é raro encontrar quem não o diga...
Também não tem quem não diga "aqueles grã-finos que...". Pode parecer apenas uma brincadeirinha de mau gosto (péssimo gosto) mas também é preconceito.

Preconceito quanto à orientação sexual:
Nem é preciso dizer que, a não ser que você leve uma cantada, nem você nem ninguém tem coisa alguma a ver com a opção sexual de uma outra pessoa. Mas muitas pessoas são agredidas pelo fato de ser homossexuais.

Preconceito quanto à nacionalidade:
Nem todo português é burro como nem todo baiano é preguiçoso... Todo brasileiro fala mal de norte americano (ou pelo menos um monte de brasileiros), mas é bem verdade que no Brasil o que mais se faz é imitar americano, tanto na linguagem (chat, login, homepage...) como na cultura ou, como pode se dizer, na alimentação (e haja fast-food).

Preconceito contra deficientes:
Seja o deficiente físico ou mental, não tem jeito... é só sair na rua que todos olham torto, mantêm distância, como se a deficiência fosse algo contagioso, ou melhor, altamente contagioso.
E não é só de olhar torto que existe o preconceito, eles são rejeitados e, quando precisam, ninguém se dispõe a ajudar.
Para essas pessoas, é muito difícil fazer amizades e ainda mais difícil ser aceita pela comunidade.

Preconceito entre religiões:
Hitler não acabou com os judeus... mas tentou, numa terrível demonstração de preconceito não só contra judeus, mas contra todas as pessoas que não fossem arianas. Mas não é preciso declarar guerra para ser preconceituoso nesse ponto... basta ficar reclamando da religião de alguém (ou do fato da pessoa não ter religião alguma) que já é preconceito.»
(http://www.preconceitorrs.cjb.net/)

Bem, era deste tema que queria falar, e agora que já "falei" gostava muito de opiniões. Por isso, sabem o que têm a fazer.
Um grande beijinho a todos.

Fiquem bem.

Posted by carpintaria_codivel
Escrito por Leon25br - DA em 21:00:30 | Link permanente | Comments (2) |

2007/10/14

Introdução de estereótipos...

No decorrer das nossas vidas, classificamos as pessoas segundo aos grupos a que pertencem de acordo com certas características em comum (idade, género, opção politica, profissão, etc.). Normalmente atribuímos características homogéneas aos grupos a que não pertencemos. Estas idéias generalizadas que construímos sobre os grupos sociais, os estereótipos, persistem no tempo, ou seja, tendem a manter-se dado que integramos nos nossos quadros de interpretação as experiências e informações que obtemos.

Escrito por Leon25br - DA em 14:37:34 | Link permanente | Comments (0) |

2007/10/08

Lema de quem consegue ultrapassar o preconceito...

"VOCÊS RIEM DE MIM PORQUE SOU DIFERENTE E EU RIO DE VOCÊS PORQUE SÃO TODOS IGUAIS"
Escrito por Leon25br - DA em 23:45:59 | Link permanente | Comments (0) |

2007/10/05

Discriminação

Discriminar significa "fazer uma distinção". Existem diversos significados para a palavra, incluindo a discriminação estatística ou a actividade de um circuito chamado discriminador. O significado mais comum, no entanto, tem a ver com a discriminação sociológica: a discriminação social, racial, religiosa, sexual, étnica ou especista.

O direito ao trabalho vem definido na Constituição Federal como um direito social, sendo proibido qualquer tipo de discriminação que tenha por objetivo reduzir ou limitar as oportunidades de acesso e manutenção do emprego.

A Convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho considera discriminação toda distinção, exclusão ou preferência que tenha por fim alterar a igualdade de oportunidade ou tratamento em matéria de emprego ou profissão. Exclui aquelas diferenças ou preferências fundadas em qualificações exigidas para um determinado emprego.

Há duas formas de discriminar: a primeira, visível, reprovável de imediato e a segunda, indireta, que diz respeito a prática de atos aparentemente neutros, mas que produzem efeitos diversos sobre determinados grupos.

A discriminação pode se dar por sexo, idade, cor, estado civil, ou por ser a pessoa, portadora de algum tipo de deficiência. Pode ocorrer ainda, simplesmente porque o empregado propôs uma ação reclamatória, contra um ex-patrão ou porque participou de uma greve. Discrimina-se, ainda, por doença, orientação sexual, aparência, e por uma série de outros motivos, que nada têm a ver com os requisitos necessários ao efetivo desempenho da função oferecida. O ato discriminatório pode estar consubstanciado, também, na exigência de certidões pessoais ou de exames médicos dos candidatos a emprego. O legislador pátrio considera crime o ato discriminatório, como se depreende das Leis nºs 7.853/89 (pessoa portadora de deficiência), 9.029/95 (origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, idade e sexo) e 7.716/89 (raça ou cor).

O Ministério Público do Trabalho, no desempenho de suas atribuições institucionais tem se dedicado a reprimir toda e qualquer forma de discriminação que limite o acesso ou a manutenção de postos de trabalho. Essa importante função é exercida preventiva e repressivamente, através de procedimentos investigatórios e inquéritos civis públicos, que podem acarretar tanto a assinatura de Termos de Compromisso de Ajustamento de Conduta, em que o denunciado se compromete anão mais praticar aquele ato tido como discriminatório, como a propositura de Ações Civis. Atua também perante os Tribunais, emitindo pareceres circunstanciados, ou na qualidade de custus legis, na defesa de interesse de menores e incapazes, submetidos à discriminação.

Através da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho a Procuradoria Geral do Ministério Público do Trabalho objetiva integrar as Procuradorias Regionais, em âmbito nacional, para estabelecer ações estratégicas de atuação efetiva.

A Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região conta com núcleo específico composto por Procuradores da Codin - Coordenadoria de Defesa dos Direitos Difusos e Indisponíveis, para coibir as práticas discriminatórias. Todas as denúncias são apuradas porque um simples ato pode representar uma prática habitual. A conduta fundada no preconceito não caracteriza ofensa a direito individual apenas, mas lesão potencial a todos os que venham a se encontrar em determinada situação.

 

 

Discriminação x Preconceito

Na esfera do direito, a Convenção Internacional Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, de 1966, em seu artigo 1º, conceitua discriminação como sendo: “Qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor descendência ou origem nacional ou étnica que tenha o propósito ou o efeito de anular ou prejudicar o reconhecimento, gozo ou exercício em pé de igualdade de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro domínio da vida pública.”

Deve-se destacar que os termos discriminação e preconceito não se confundem, embora a discriminação tenha muitas vezes sua origem no simples preconceito.

Ivair Augusto Alves dos Santos afirma que o preconceito não pode ser tomado como sinônimo de discriminação, pois esta é fruto daquela, ou seja, a discriminação pode ser provocada e motivada por preconceito. Diz ainda que:Discriminação é um conceito mais amplo e dinâmico do que o preconceito. Ambos têm agentes diversos: a discriminação pode ser provocada por indivíduos e por instituições e o preconceito, só pelo indivíduo. A discriminação possibilita que o enfoque seja do agente discriminador para o objeto da discriminação. Enquanto o preconceito é avaliado sob o ponto de vista do portador, a discriminação pode ser analisada sob a ótica do receptor.

Portanto, pode-se observar que apesar de serem corriqueiramente confundidos, a discriminação e o preconceito são etimologicamente diferentes, posto que um decorre da prática do outro.

 

Discriminação Positiva x Discriminação Negativa

Renata Malta Vilas-Bôas destaca que apesar do termo “discriminação” ser geralmente utilizado com conotação negativa, nem toda a discriminação tem esse sentido.

Afirma que quando esta consistir em dar um tratamento diferenciado a um grupo, ou categoria de pessoas, visando menosprezá-las, como já foi estudado, será chamada de discriminação negativa. Ao contrário, quando se tratar de ações que visam equiparar grupos ou pessoas que são discriminadas negativamente, de modo a trazê-las para a sociedade de uma forma igualitária, ter-se-á a chamada discriminação positiva.

Também chamada assim por estar positivada (escrita em forma de lei) no ordenamento jurídico. Esse sentido é o mais encontrado no mundo jurídico. Se visto discriminação positiva em livros e revistas é mais provavel que esse seja o significado que se tenta buscar. Só a constituição pode autorizar a criação dessas discriminações.(Constituição)

Entre as várias formas de implementação da discriminação positiva, a ação afirmativa se encontra como uma das mais conhecidas por procurar minimizar as desigualdades existentes entre grupos discriminados negativamente ao longo da história, através da aplicação de políticas públicas.

Escrito por Leon25br - DA em 17:01:05 | Link permanente | Comments (0) |

2007/10/04

Ajuda de outras pessoas...

recentemente coloquei numa comunidade contra o preconceito do orkut um topico a dizer:

Ajuda...

Ola, estou fazendo um projeto na escola e o tema é "preconceito" e queria pedir para que me ajudassem pois gostava de inserir em certas partes do trabalho opiniões sobre o que as pessoas acham sobre isso. Portanto a minha proposta era as pessoas aqui escreverem aquilo o que definem como sendo preconceito e o que acham que poderia ser feito para combate-lo... Agrecia muito a vossa ajuda!!!
aqui estão as respostas que tive:
O preconceito começa em casa; e quase sempre com brincadeiras que
não percebemos inofensivas que refletem a sociedade que tentamos ignorar e fingir q não existe,mas ela existe e esta ai bem próxima de nós.
O preconceito pra mim reflete o que as pessoas não entendem ou entendem como diferente e é e foi muito usado como uma forma de superioridade sobre um grupo ou classe de pessoas ditas como inferiores por um grupo de pessoas “ditas superiores”só não sei por quem.rsrsrs
A varias formas de preconceito e é mas comum na nossa sociedade do que pensamos ou queremos ver.
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pra mim:

PREconceito = Fazer juízo precipitado, em especial negativo, sobre algo ou alguém sem ter motivo plausível para tal.

Como combater...
-> Bem, falando sobre desde pequeno, creio que as escolas poderiam dar orientação psicológica sobre isso, sobre as diferenças.
Quanto no geral, acho que se a lei fosse cumprida e uma vítima de preconceito tivesse suporte por parte da polícia e órgão competentes, fosse bem atendida e este tipo de coisa levada a sério já ajudaria bastante.
Escrito por Leon25br - DA em 21:04:30 | Link permanente | Comments (0) |

2007/10/03

Atitude, Preconceito e Estereotipo

por: Regina Célia de Souza

Para compreender o que é o preconceito, convém entender primeiro o conceito de atitude baseado nos estudos da Psicologia Social.

ATITUDE é um sistema relativamente estável de organização de experiências e comportamentos relacionados com um objeto ou evento particular.

Para cada atitude há um conceito racional e cognitivo - crenças e idéias, valores afetivos associados de sentimentos e emoções que por sua vez levam a uma série de tendências comportamentais – predisposições.

Portanto, toda atitude é composta por três componentes: um cognitivo, um afetivo e um comportamental:

a cognição – o termo atitude é sempre empregado com referência à um objeto. Toma-se uma atitude em relação à que? Este objeto pode ser uma abstração, uma pessoa, um grupo ou uma instituição social.
o afeto – é um valor que pode gerar sentimentos positivos, que por sua vez gera uma atitude positiva; ou gerar sentimentos negativos que pode gerar atitudes negativas.
o comportamento –a predisposição : sentimentos negativos levam a aproximação e negativos ao esquivamento ou escape.
Desta forma, entende-se o PRECONCEITO como uma atitude negativa que um indivíduo está predisposto a sentir, pensar, e conduzir-se em relação a determinado grupo de uma forma negativa previsível.

CARACTERÍSTICAS DO PRECONCEITO:

É um fenômeno histórico e difuso;
A sua intensidade leva a uma justificativa e legitimização de seus atos;
Há grande sentimento de impotência ao se tentar mudar alguém com forte preconceito.
Vemos nos outros e raramente em nós mesmos.
EU SOU EXCÊNTRICO, VOCÊ É LOUCO!

Eu sou brilhante; você é tagarela; ele é bêbado.
Eu sou bonito; você tem boas feições; ela não tem boa aparência.
Eu sou exigente; você é nervoso; ele é uma velha.
Eu reconsiderei; você mudou de opinião; ele voltou atrás na palavra dada.
Eu tenho em volta de mim algo de sutil, misterioso, de fragrância do oriente; você exagerou no perfume e ele cheira mal.

CAUSAS DO PRECONCEITO:

Assim como as atitudes em geral, o preconceito tem três componentes: crenças; sentimentos e tendências comportamentais. Crenças preconceituosas são sempre estereótipos negativos.

Segundo Allport(1954) o preconceito é o resultado das frustrações das pessoas, que em determinadas circunstâncias podem se transformar em raiva e hostilidade. As pessoas que se sentem exploradas e oprimidas freqüentemente não podem manifestar sua raiva contra um alvo identificável ou adequado; assim, deslocam sua hostilidade para aqueles que estão ainda mais “baixo”na escala social. O resultado é o preconceito e a discriminação.

Já, para Adorno(1950) a fonte do preconceito é uma personalidade autoritária ou intolerante. Pessoas autoritárias tendem a ser rigidamente convencionais. Partidárias do seguimento às normas e do respeito à tradição, elas são hostis com aqueles que desafiam as regras sociais. Respeitam a autoridade e submetem-se a ela, bem como se preocupam com o poder da resistência. Ao olhar para o mundo através de uma lente de categorias rígidas, elas não acreditam na natureza humana, temendo e rejeitando todos os grupos sociais aos quais não pertencem, assim, como suspeitam deles. O preconceito é uma manifestação de sua desconfiança e suspeita.

Há também fontes cognitivas de preconceito. Os seres humanos são “avarentos cognitivos” que tentam simplificar e organizar seu pensamento social o máximo possível. A simplificação exagerada leva a pensamentos equivocados, estereotipados, preconceito e discriminação.

Além disso, o preconceito e a discriminação podem ter suas origens nas tentativas que as pessoas fazem para se conformar(conformidade social). Se nos relacionamos com pessoas que expressam preconceitos, é mais provável que as aceitemos do eu resistamos a elas. As pressões para a conformidade social ajudam a explicar porque as crianças absorvem de maneira rápida os preconceitos e seus pais e colegas muito antes de formar suas próprias crenças e opiniões com base na experiência. A pressão dos colegas muitas vezes torna “legal” ou aceitável a expressão de determinadas visões tendenciosas – em vez de mostrar tolerância aos membros de outros grupos sociais.

REDUÇÃO DO PRECONCEITO:

A convivência, através de uma atitude comunitária é , talvez a forma mais adequada de se reduzir o preconceito.

COMO FUNCIONA O ESTEREÓTIPO:

É um conjunto de características presumidamente partilhadas por todos os membros de uma categoria social. É um esquema simplista mas mantido de maneira muito intensa e que não se baseia necessariamente em muita experiência direta. Pode envolver praticamente qualquer aspecto distintivo de uma pessoa – idade, raça, sexo, profissão, local de residência ou grupo ao qual é associada.

Quando nossa primeira impressão sobre uma pessoa é orientada por um estereótipo, tendemos a deduzir coisas sobre a pessoa de maneira seletiva ou imprecisa, perpetuando, assim, nosso estereótipo inicial.

RACISMO:

É a crença na inferioridade nata dos membros de determinados grupos étnicos e raciais. Os racistas acreditam que a inteligência, a engenhosidade, a moralidade e outros traços valorizados são determinados biologicamente e, portanto, não podem ser mudados. O racismo leva ao pensamento ou/ou:ou você é um de nós ou é um deles.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

McDavid, John e Harari, Herbert. Psicologia e comportamento social. Ed. Interciência. RJ. 1974.

Morris, Charles G. e Maisto, Albert A. . Introdução à Psicologia. Ed. Pearson e Prentice Hall. SP. 2004.
ATENÇÃO: LEIA AS REPORTAGENS A SEGUIR E FAÇA UMA REFLEXÃO CONSIDERANDO OS CONCEITOS DE ESTEREÓTIPO E PRECONCEITO .

 

Site: www.brasilescola.com/psicologiaatitude-preconceito-estereotipo

Escrito por Leon25br - DA em 22:45:58 | Link permanente | Comments (0) |

"O ser humano é dotado de raciocínio. Tem a capacidade de armazenar informações, cruzá-las, analisá-las e formular opiniões. Conceitos.
O ser humano é coletivo. Necessita da convivência com o próximo. Necessita saber que pode contar com alguém.
O ser humano é heterogêneo. Possui suas individualidades físicas, emocionais, espirituais e intelectuais. E são justamente estas que formam esse alguém, o indivíduo, você.
E ainda, é um ser sem respostas. Ainda não as tem para tudo, embora isso incomode muita gente. Ainda não é capaz de compreender determinadas causas, que geram determinadas conseqüências. E, portanto, não tem o direito de julgar.
Juntando essas quatro características, o que justificaria a inferiorização do próximo? Quem seria capaz de julgar o que ou quem é certo ou errado? Ignorar? Não. O segundo item nos desabilita. Então qual o veículo humano para tolerar tudo isso? RESPEITO." (Sartre Silva e Souza)
Escrito por Leon25br - DA em 22:32:01 | Link permanente | Comments (0) |

MENSAGEM DA SEMANA:
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional." (Carlos Drummond de Andrade)
*Postada pelo membro Richardson

O mundo não será um lugar melhor enquanto não houver respeito entre as pessoas. Com o preconceito, deixamos de viver parte de nossa vida, por medo de fazer algo que pensamos ser errado ou de se aproximar de certas pessoas.

Precisamos garantir a nós mesmos e às pessoas o direito que por lei já é seu: o direito à igualdade.

Talvez algum dia teremos uma sociedade melhor, com menos preconceito. Talvez um dia o respeito e a tolerância não será uma hipocrisia.
Escrito por Leon25br - DA em 22:30:23 | Link permanente | Comments (0) |
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